DIVINA SUPERNOVA - PULSARES     'CD'    PAC     ''BRA''

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DIVINA SUPERNOVA - PULSARES 'CD' PAC ''BRA''

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Quando recebi o disco de estreia da “Divina Supernova”, da dupla Junior Bocão e Ana Galganni, logo me veio à cabeça o psicodelismo e a energia pulsante das bandas Mopho e Expresso Monofônico, nas quais os dois foram figuras centrais. Contudo, durante a audição de “Pulsares” a surpresa foi imensa. E positiva. Ao contrário de músicos e bandas que tentam – sem sucesso e caindo na mesmice- explorar a veia imensamente rica e poderosa da música brasileira e todas as suas nuances, cores e cheiros, o resultado é um caldeirão musical repleto de pesquisa e bom gosto. Na busca por um novo formato, exploram com fineza a música nacional usando elementos eletrônicos, e sobretudo souberam equilibrar todos esses dados criando ambiências ricas e criativas. Um dos destaques de obra é o timbre de Ana, que pontua em dueto com as batidas, os grooves, cunhando a identidade, a marca da energia do “Pulsares”. O álbum, gerido em quatro anos, tem a produção de Junior Bocão, e foi masterização por Frank Arkwright, do Abbey Road Studios, em Londres. São doze faixas que funcionam como fios condutores de energia e ideias por onde a dupla reposiciona à música brasileira, mantendo sua raiz primal, mas redirecionado os meios ao imprimir estética e musicalidade únicas. O abre é com “O Texto, O Conto e O Canto”, que tem na voz de Ana a guia para a batera eletrônica, guitarras cirúrgicas e um groove adornado pelo o que parece ser synths bem postos. A bela “A Saliva e a Lagrima” é poesia plena: “Existem dias dentro de mim dos quais ninguém se lembra; há uma certa irrelevância que os apagam lentamente; há uma rajada de vento levando tudo para fora da gente; é ai que a saliva vira lágrima”. A faixa é doce, um aula para as cansadas Marisas Montes que infestam, de forma autoritária e opressora, uma MPB cansada e repetitiva. A trilha de “Pulsares” é a sensata boa fusão, na medida correta, entre uma brasilidade plena vivenciada em uma linguagem diferente, registrada. Ou seja, linguagem própria. Um baixo marcado, abraçado por um flauta dá o tom a “Instigação”, que mantem a vibe do disco, sempre levado no timbre da bela voz de Ana Galganni. “Magique”, cantada em francês, é um trip hop no melhor estilo Morcheeba ou Portishead. Uma canção forte, que chega visceral, pura e com efeitos na voz, tem um baixo marcado e andamento hipnótico. É a que mais me agradou em um trabalho coerente. A roda vira com a romântica “A Romã”, produzida pelo tecladista Dinho Zampier. Aqui o piano e a voz conversam, beijados por uma guitarra tranquila. O acordeonista francês Mathieu Labreton é quem faz a instrumental “Valsa das Estrelas”, que tem 1:29 min e DNA parisiense. O ataque jazzístico chega com um belo trompete, piano e baixo acústico na potente “Ao Ver o Mar”. E ai, a versatilidade do CD fica evidente, apesar de que o viés intimista das letras voa quase sempre pelo amor, relacionamentos e dúvidas. Como em “Sonhos de Liberdade”: “Não sabemos nada um do outro; se sincero em mim você vai encontrar; como por milagre ou encanto faço leituras das coisas do meu caminhar”.Aliás, como em todo o trabalho, a linha melódica consegue se aproximar e coexistir plenamente com as batidas eletrônicas. Mais jazz em “Revenge”, essa mais pesada e que conta com a participação do Tulio de Souza, do Mopho, com suas cordas. Perfeita, bem estruturada, a faixa tem um quê de american song. “Coisa Sobre Ela” me lembrou o grande Luiz Melodia. Instigante, bem quebrada com bateria eletrônica e um baixão forte. Com a participação do teclado de Dinho, mais uma vez, “Mundo Novo” funciona na concepção moderna do pop. Diria que é a mais simples de “Pulsares”. A derradeira e faixa título, cantada em inglês, viaja pela onda do trip hop. Base eletrônica intensa, repleta de efeitos, sons esparsos de guitarras e ambiência envolvente. O disco de estreia da “Divina Supernova” é uma boa semente para repensar a nova safra de músicos brasileiros que optaram por relerem a mpb. Junior Bocão e Ana Galganni conseguem juntar, refazer, recombinar as matizes nacionais com informações modernas, e mais do que nunca, com bom gosto e competência.

Informação Adicional

Artista DIVINA SUPERNOVA
Formato da Mídia CD
Gravadora INDEPENDENTE
Origem BRASIL
Nº de Faixas 12
Código Identificador (SKU) 7899004789645

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